UNGODLY
// Falber Teles
SOURCE - Como foram feitas as gravações do álbum "Ungodly" ?
DANIEL OLIVEIRA (G) - Tudo ocorreu naturalmente, cerca de 5 a 6 messes desde a pré-produção até a gravação definitiva. O nosso baterista Thiago Nogueira foi o encarregado da produção, contamos com uma excelente equipe e o resultado está aí para vocês conferirem.
S - Eu vi nos créditos do álbum que vocês mencionaram os nomes dos roadies, fato raro em se tratando de Brasil... Qual seria a importância deles para a banda e para a gravação do álbum ?
DO - Nossos roadies sempre nos acompanham e nos dão força desde o começo da banda. São pessoas que fazemos questão de agradecer a força e dedicação.
S – O UNGODLY preferiu levar uma orquestra de câmara e um maestro para o estúdio para gravar uma participação especial. Como ocorreu isso ?
DO - Eu sempre tive a vontade de tirar os teclados (sintetizadores) e transpor para o som orgânico, por isso contratamos um maestro de Salvador que se adaptou muito bem a nossa proposta.
S - Ao vivo como vocês pretendem reproduzir os arranjos da orquestra ?
DO - Usaremos samplers. Dependendo da situação estamos preparados para tocar até mesmo sem eles.
S - Com este lançamento de estréia, vocês mostraram que é possível fazer um disco profissional em qualquer parte do Brasil. Na sua opinião, qual é o motivo de termos tão poucos grupos profissionais no Brasil atualmente ?
DO - Primeiramente é difícil no Brasil achar pessoas dispostas a trabalhar serio e ter responsabilidade, haja visto que esse estilo de música pra tirar alguma grana é muito difícil. E segundo, não acho que tenham poucas bandas profissionais no Brasil. Provavelmente, elas ainda não conseguiram uma oportunidade para se destacar.
S - Se não é fácil ter uma banda de rock no Brasil. Por quê há tantas bandas na cena ?
DO - Porque a paixão pela música vale mais do que qualquer dinheiro que você possa adquirir.
S - Além das atividades relacionadas à banda, o que os membros fazem em paralelo ?
DO - Eu atualmente comecei a trabalhar nos negócios da família. O Thiago e o Joel vivem realmente de música. O Arnald e o Tony atualmente se dedicam exclusivamente ao UNGODLY.
S - Quais são os planos de divulgação no Exterior ?
DO - O Eric de Hass (Dynamo/Century Media Records) é o encarregado disto, creio que já começaram a divulgação no exterior, agora é só esperar o resultado.
S - Há possibilidades de uma tour na Europa para divulgação do disco ainda este ano ?
DO - Creio que este ano não, pois está muito em cima. Mais quem sabe... vamos esperar.
S - O cenário baiano tem boas bandas, mas algumas delas parecem 'sumir'
com o tempo. Como por exemplo HEADHNTER D.C. e MYSTIFIER. Há uma acomodação ?
DO - O HEADHUNTER D.C. acabou de finalizar a gravação do seu novo álbum, já o MYSTIFIER eu não sei te informar.
S - Como você avaliaria o cenário nordestino ?
DO - A cena conta com ótimas bandas e o nível vem melhorando a cada dia, porém o público brasileiro tem que parar com esse lance de só dar valor para o que vem de fora, isso me deixa muito triste.
S - Percebi que visualmente a banda usa muitos símbolos, como cruzes, pentagramas e Jesus Cristo. Isso ainda é reflexo de uma educação católica ?
DO – Positivo. Não só o Brasil vem de uma educação católica mais a grande maioria do mundo. Se não católico exatamente, Cristão. Mas a finalidade não é somente encasquetar com o cristianismo e sim com toda forma de doutrina que limite à mente humana e tire o livre arbitro.
S - Algo mais a ser acrescentado ?
DO - Agradecemos a vocês do Sourcewebzine pelo apoio cedido ao UNGODLY, e que o metal no Brasil cresça e ganhe seu espaço a cada dia. Vejo vocês em algum palco por ai.
Dynamo Productions
UNGODLY
|