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| Last Update on January 10, 2008 14:25 | |
WITCHHAMMER// Falber Teles ![]() SOURCE - Após a excelente participação na "Warfare Noise II" e três discos lançados, a banda desapareceu do cenário. Por partes, gostaria de saber o que aconteceu. O que vocês fizeram durante esse tempo e como surgiu a proposta da banda retornar ao cenário. Eu pessoalmente nunca parei de tocar metal, tendo investido no MYFAULT, banda que iniciamos nos EUA (o Giovanni do OFFENSOR e eu) em 1994 e que tenho até hoje. Mas o WITCHHAMMER foi sempre um projeto vivo para mim e sempre soube que voltaríamos, pois não deveríamos ter parado. Não naquele momento. O Casito teve o VIRGIN AGAIN e o FLUID, além de outros projetos; o Teddy, REFÉM e o FLUID; o Leandro o COYOTES e outros. Todo mundo em ação! Teddy (D) - Bom, a banda começou a fragmentar em 1995 com atritos entre integrantes e as formações que vieram depois não conseguiram manter a agenda de ensaios e shows. Além disso a Cogumelo se desinteressou pelo som que estávamos fazendo e então decidimos parar no mesmo dia que foi lançado o clip da música “Terrorist Prize” do disco “Blood on the Rocks”. Cada um seguiu seu destino. Cheguei a tocar com o Casito em outra banda e, em 2001 a Cogumelo relançou o “Mirror my Mirror” em CD, nos encontramos e decidimos voltar. S - Atualmente o guitarrista Leandro não participa da formação. Qual o motivo de sua ausência? S - Por muitos anos, Belo Horizonte foi o berço do metal nacional, produzindo bandas como SEPULTURA, CHAKAL, MUTILATOR, SARCÓFAGO etc. Entretanto após anos de glória, o cenário deu uma estagnada no surgimento de bandas realmente convincentes. Na sua opinião o que houve? P - É muito mais difícil fundar algo tosco, não lapidado para agradar, mas autêntico. Algo muito legal, muito bem produzido e bem tocado, com a melhor técnica, tem seu valor em alta hoje, como algo desejável. É como comer um BigMac ao invés do X-tudo do trailer do bairro. E o pior é viver do pressuposto que o BigMac é melhor, sem mesmo experimentar o X-tudo! Por outro lado, também não gosto de dizer que só naquele tempo fazia-se coisa autêntica. Não sou incentivador de tal saudosismo. Talvez hoje tenha muita coisa foda por aí e que estamos muito ‘tapados’ para compreender. A galera tá fazendo muita coisa impressionante! Eu sei porque tento comprar tudo que é lançado aqui em BH e no Brasil, apreciando e incentivando o metal nacional. Mas, penso nos anos 80 como um marco porque sei que tivemos que persistir num momento em que as dificuldades eram muitas e de ordem muito estrutural, demandando muita garra e união. Tinha muitas barreiras em comum para rompermos, o que impôs uma união e organização revolucionária. S - Como uma das integrantes da "Warfare Noise II", como foi participar dessa coletânea ? Qual o motivo dos lançamentos não terem continuado? P - Depois da Warfare Noise II, ainda teve a III, com GRAY FLOW, BUTCHER, DISEASE e... Tá na ponta da língua... Já o AAMONHAMMER, cada um deles teve que cuidar mais de suas prioridades profissionais. É uma pena não terem prevalecido, mas, como sabemos, nunca é tarde! S - Bandas como CHAKAL, HOLOCAUSTO e SEX TRASH. Estão voltando ao cenário. Você saberia informar se outros grupos também pretendem seguir tal caminho ? MUTILATOR? P - De vez em quando eu encontro os grandes amigos Rodrigo ou Ricardo por aí (o batera e o baixista, irmãos da formação inicial da banda), mas ninguém jamais aventou tal possibilidade. Mesmo sem estarem envolvidos com bandas, é difícil conhecer alguém que sabe mais de metal e que acompanha mais as coisas da música pesada do que estes dois irmãos. Quem sabe após lerem esta entrevista eles não animam ligar para o Kleber e propor um ensaio no estúdio do Zé? S - O novo disco possui uma música a qual vocês fazem homenagem a músicos mortos. Como surgiu a idéia de fazer uma música baseada na brincadeira do copo? S - Falando em músicos mortos, notei a ausência nessa música do nome do Reynaldo "Cavalão" Beldran, ex-guitarrista do MAYHEM que participou juntamente com vocês da "Warfare Noise II"... T - Também, se fôssemos colocar todos os mortos, a música viraria um cemitério! (risos!) S - O que os antigos fãs podem esperar do novo álbum ? P - Falô, tá falado!!! WITCHHAMMERHAMMER até o toco!!! Gostaria que o(a)s amigo(a)s ouvintes, que já conhecem o nosso trabalho anterior, escutassem este CD e reconhecessem nele o mais sincero e tosco WITCHHAMMERHAMMER, sem mais nem menos. Foi um trabalho honesto onde optamos pela simplicidade, ainda que tenha demandado muito esforço de preparação da nossa parte. Uma certeza nós temos: já valeu a pena demais e a coisa veio para ficar! Já temos músicas novas pipocando por aí que não dá nem para acompanhar. S - Como a banda está trabalhando a promoção em tempos de comunicação instantânea e internet. Há alguma previsão de lançamento de algum site? A Cogumelo naturalmente se ocupa em divulgar as bandas e centralizar informações em diferentes mídias, muitos vezes ajudando na intermediação de shows e contatos. S - Fora do WITCHHAMMERHAMMER. Vocês tinham outras atividades. Por exemplo, o Teddy era roadie do SARCÓFAGO. O que estão fazendo atualmente? P - Sou professor do ensino superior e doutorando na UFMG, dedicando boa parte do meu tempo a pesquisas na área de Lingüística Aplicada, estudando Relações Raciais no Brasil. O Casito é professor de Língua Inglesa e o Rogério Sena é do ramo de telecomunicações. Todo mundo tá ralando muito e ao mesmo tempo levando a banda com muito profissionalismo. Há um sacrifício pessoal muito grande em qualquer material nosso que sai, seja musical ou de divulgação. S - Alguma previsão de divulgação do disco no Exterior? S - Obrigado pela entrevista e sucesso com o novo álbum. |
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