Opprobrium

SOURCE – A cerca de dois anos atrás durante a última entrevista, vocês mencionaram algo sobre o lançamento de um novo álbum em 2016. O que você poderia nos falar sobre o atraso desse lançamento?

Moyses M. Howard (Bateria) – Tivemos alguns imprevistos familiares, como mudanças da Florida para Louisiana. Depois houve uma grande enchente nos rios em Baton Roiuge – Louisiana. Tivemos que voltar para a Florida mais uma vez devido as calamidades. Isso acabou atrasando a produção do álbum. Quando estávamos começando a gravar as partes da bateria do novo disco, aconteceu uma terrível enchente e tivemos que suspender tudo até estarmos seguros e conseguir finalizar o álbum. O Francis M. Howard (Vocais/Guitarra) e eu tínhamos horários diferentes devido a outras obrigações, então, gravamos o álbum em dias específicos. Tardes ou noites, quando encontrávamos um tempo livre.

SOURCE – O que você poderia mencionar sobre o novo álbum do Opprobrium ?

Moyses M. Howard (Bateria) – Sem muitos SPOILERS. Digo que o novo disco foi uns dos mais difíceis que já gravei como o baterista do Opprobrium. MUITO técnico, MUITO brutal. Realmente eu e o meu irmão Francis criamos um monster album! Não quero dar muitas dicas, prefiro que a galera escute este novo MASTERPIECE e ficarão surpresos! O Francis, mais uma vez, apareceu com grandes ‘riffs’. Com certeza te digo que este será um ‘EPIC ALBUM’. Eu e o Francis estamos sentindo o mesmo “vibe” com este novo disco como sentimos antes de lançar o ‘Serpent Temptation’ e o ‘Beyond The Unknown’. Estamos muitos felizes com o novo álbum e muito entusiasmados em lançá-lo e compartilhá-lo com todos os fãs do metal.

SOURCE – Pessoalmente acho o Serpent Temptation a melhor produção de vocês como qualidade sonora. Qual o motivo dos demais lançamentos não conseguirem superar essa qualidade conquistada no Southlake Studio e Track Record Studio?

Moyses M. Howard (Bateria) – Acho que cada produtor tem um estilo diferente. É lógico que alguns discos do Opprobrium tem um som melhor que o outro, mas nós sempre tentamos fazer um som diferente a cada álbum. Para você ter uma ideia, eu e o Francis já estamos achando que a qualidade sonora do novo álbum será a melhor que os discos anteriores.

SOURCE – Em Serpent Temptation, Scot Latour consagrou-se como um dos melhores vocalistas emergentes do estilo. Há alguma probabilidade dele fazer alguma participação especial para o novo álbum?

Moyses M. Howard (bateria) – Não neste novo álbum, pois já terminamos a produção dele a cerca de um mês atrás. O novo material foi composto com os vocais de Francis. Ainda não temos planos para Scot cantar nos próximos lançamentos da banda. Quem sabe, no futuro, mas ainda nada confirmado. Gostamos muito do vocal do Scot. É bem original e soa bem moderno com as músicas pesadas.

SOURCE – O relançamento de Serpent Temptation pela Relapse Records colocou a carreira do Opprobrium em outro patamar. Como vocês avaliam as novas recepções ao relançamento do álbum?

Moyses M. Howard (bateria) – Fantastico! A Relapse fez um belo trabalho com o relançamento do nosso primeiro álbum ‘Serpent Temptation’ depois de quase 30 anos fora de circulação. Estampamos o logotipo da marca Opprobrium no ‘Serpent Temptation’ para fechar o círculo dos relançamentos com o nome antigo (Incubus). Igual ao que a Metal Mind (Polonia) fez com o CD ‘Beyond the Unknown’, e agora mais recente a Cosmic Key Creations (Holanda) com o relançamento da versão em LP também do ‘Beyond the Unknown’ já com o logo Opprobrium. Mas, a Relapse foi o selo perfeito para o relançamento do ‘Serpent Temptation’, assim também como a divulgação internacional que a Relapse conseguiu para o álbum.

SOURCE – Próximo ano o Serpent Temptation completará trinta anos. Alguma previsão de lançamentos em comemoração à data?

Francis M. Howard (vocais/guitarra) – Ainda não sabemos, pois estamos focado nas ações com o novo disco nesse momento.

SOURCE – Como foi a participação em Stronger Than Hate no álbum do Sepultura Beneath the Remains feitas pelo Scot Latour e do Francis M. Howard ?

Moyses M. Howard (bateria) – Eu e o Max trocávamos correspondências e às vezes nos comunicávamos com o Max e o Igor por telefone quando eles ainda estavam no Brasil. Max disse que iria gravar o vocal em Tampa e nos convidou para irmos até o Morrisound para escutar algumas músicas do disco. Durante a gravação o Scott Burns pediu para o Francis e o Scot cantarem juntos os vocais da música. Eu fiquei na sala de controle só assistindo, foi muito legal na época. O Max, Igor, Andreas e Paulo eram uma turma legal.

SOURCE – Nos créditos de Serpent Temptation há uma menção a Michael R. Howard como executive producer e Reginaldo Howard para cover art. Alguma relação familiar?

Moyses M. Howard (bateria) – O Michael foi o nosso primeiro manager nos anos 80’s, mas não trabalhamos mais com ele desde esse tempo. O cover art foi feito pelo meu irmão do meio Reginaldo. Uma das capas mais icônicas do mundo do metal até hoje. De irmãos, somos 3: eu, Francis e Reginaldo, sendo Francis o caçula.

SOURCE – Recentemente vocês disponibilizaram um single com o relançamento da música Massacre of the Unborn, originalmente lançada no Beyond the Unknown. O que você poderia nos falar sobre esse lançamento?

Moyses M. Howard (bateria) – Esse single foi gravado durante as gravações do ‘Discerning Forces’ no Brasil. Foi o nosso amigo (e dono da Nuclear Blast) Markus Staiger pediu pra gente gravar uma bonus track pro lançamento e edição especial do ‘Discerning Forces’ para a versão japonesa do álbum. Como Massacre of the Unborn se tornou uns dos grandes sucessos internacionais do álbum ‘Beyond the Unknown’, decidimos gravar esse ‘hit’ novamente para a Nuclear Blast. Ensaiamos a música pela manhã e gravamos a tarde. Ficou um som super pesado para a virada do ano 2000, e se tornou uma versão ano 2000. O single já está disponível em todas as lojas de música digital (itunes, spotify, apple etc). Ela também está na nossa página do Bandcamp, é só clicar na capa do single:

https://opprobriumband.bandcamp.com/music
https://soundcloud.com/opprobriumband

SOURCE – Atualmente quais as atividades que vocês desenvolvem profissionalmente fora o lado musical do Opprobrium?

Francis M. Howard (vocais/guitarra) – Trabalhamos, curtimos ver filmes, ouvir música, malhar, coisas que todos fazem no dia a dia.

SOURCE – A tecnologia tem interferido positivamente na carreira de diversas bandas, facilitando ensaios onde membros moram em cidades distantes etc. Como a tecnologia tem ajudado a manter a carreira do Opprobrium?

Moyses M. Howard (bateria) – Eu e o meu irmão moramos no mesmo lugar, então sempre podemos compor, ensaiar e gravar. Mas se uma banda tem um membro que vive longe, imagino que a nova tecnologia deva ajudar bastante. Ferramentas como Skype etc. Há uns 30 anos atrás era quase impossível se os integrantes morassem longe um do outro… hoje não, podem até morar em continentes diferentes, compor e ensaiar.

SOURCE – Algo mais a ser acrescentado?

Moyses M. Howard (bateria) | Francis M. Howard (vocais/guitarra) – Obrigado Falber Teles e ao Sourcewebzine por estar de volta aqui com mais outra entrevista e pelo apoio ao Opprobrium! Também gostaríamos de agradecer a todos os nossos fãs no Brasil pelo apoio a banda durante mais de três décadas! Aguardem o novo disco do Opprobrium e também pela data oficial do lançamento. Será um Awesome Epic Album! Até mais amigos e metal forever!

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