Moonspell

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SOURCE – Primeiramente, parabéns pela belíssima produção de Opus Diabolicum. Como foi o processo de arranjos, ensaios com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa e a escolha das músicas para esse lançamento?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Obrigado! É um prazer conversar convosco novamente nesta ocasião. O processo foi ótimo e pacífico, e isso se reflete no resultado final, creio. Houve, desde o início, uma cumplicidade fantástica com o maestro Vasco Pearce de Azevedo, o arranjador Filipe Melo e a banda, o que facilitou muito o processo.

Tivemos de levar em consideração alguns fatores: o disco 1755 como base, os horários dos músicos clássicos e o repertório da banda. Ainda assim, decidimos priorizar a dinâmica, a narrativa e a eficácia musical, sempre aliadas à emoção dos temas.

O Filipe fez arranjos impressionantes (250 páginas de música!) e os ensaios com banda e orquestra foram quase como tocar entre amigos. Tudo isso tornou o disco ao vivo e o DVD um tremendo documento dessa experiência.

SOURCE – 1755 foi um álbum essencial para a construção desse novo espetáculo orquestral. Como a banda amadureceu o processo até chegar à produção de Opus Diabolicum?

Fernando Ribeiro (Vocals) – 1755 é, em sua essência, um disco orquestral. O desafio era apresentá-lo com músicos de carne e osso. Foi um desafio, mas também um sonho, pois os instrumentos orgânicos da orquestra representam a verdade musical, mais pura, dura e bela. Mantivemo-nos sempre focados em representar a banda, mas ao mesmo tempo em servir ao todo com a orquestra, sem perder identidade. Apesar dos ajustes normais, foi um processo tranquilo porque todos compreenderam a ideia e deram o seu melhor.

SOURCE – Como a banda está se preparando para as apresentações ao vivo e para a divulgação de Opus Diabolicum?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Na verdade, já estamos na fase de composição do novo trabalho do Moonspell, e esse é o nosso foco agora. É impossível, dentro da nossa realidade, sair em turnê com uma orquestra portuguesa, mas iremos realizar alguns shows com orquestra — poucos, mas especiais — em cidades escolhidas em Portugal, na Europa e pelo menos um do outro lado do Atlântico.

SOURCE – Vocês lançarão Opus Diabolicum em CD/DVD. Isso impossibilitará o lançamento de videoclipes promocionais ou os videoclipes seguirão a linha do recém-lançado In Tremor Dei?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Exatamente. Serão apenas trechos do concerto que permitem aos fãs ter contato com o ambiente do show e, quem sabe, despertar o desejo de ver mais.

SOURCE – Como estão as perspectivas de lançamento e dos shows para a divulgação de Opus Diabolicum no Brasil?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Não sei. O Brasil é complicado. Eu tento dinamizar, mas há tantos obstáculos que, por vezes, os nossos fãs brasileiros têm de importar os discos do Moonspell, o que não faz sentido em países com tanta relação cultural e histórica. Espero que algum parceiro faça o lançamento por aí.

SOURCE – No cast da Alma Mater Records, há bandas brasileiras como Troops of Doom e The Mist. Como você avalia esse processo de lançar bandas independentes? Estar do outro lado do mercado musical é mais fácil do que ser músico?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Não há nada fácil na música. Mas há amor. Eu venero a cena brasileira e tenho tido a sorte e o privilégio de trabalhar e lançar alguns ídolos meus, nomeadamente os mestres Jairo Guedz (The Troops) e um dos meus vocalistas/letristas preferidos, Vladimir Korg, com o novo e maravilhoso disco do The Mist. Não é fácil impor essas bandas na Europa, nem mesmo no Brasil, mas a Alma Mater nasceu para dar oportunidades iguais em termos de produção, design gráfico e divulgação a bandas portuguesas e brasileiras, por ora.

O Troops of Doom tem vindo com mais frequência à Europa, e espero ter o The Mist por aqui em breve. Também lançamos Sermão, um split entre Luxúria de Lillith e Sigilo, representantes do black metal do Brasil e de Portugal, e espero que mais bandas se juntem a nós nessa aventura luso-brasileira!

SOURCE – Embora o foco da divulgação seja Opus Diabolicum, como está o processo de composição para o novo álbum?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Avançado. Aliás, toda a turnê acústica, a experiência com a orquestra, os shows comemorativos dos 30 anos de Wolfheart — tudo isso também serviu como forma de nos mantermos ativos até que a musa chegasse, e assim foi! O nosso novo disco será muito impactante, um verdadeiro tratado de Gothic Metal.

SOURCE – Algo mais a acrescentar?

Fernando Ribeiro (Vocals) – Obrigado pelo amor e apoio. Espero visitar o Brasil em breve! Temos saudades de tocar para vocês. Mantenham o Moonspell em seus corações e em sua atenção, e desejo tudo de bom a cada um de vocês!

Crédito da Foto: Rui Vasco

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